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OpenAI vai deixar EUA avaliarem modelos de IA 30 dias antes do lançamento

A OpenAI deu mais um passo no sentido de se aproximar do governo dos Estados Unidos. A empresa concordou em permitir que agências reguladoras americanas examinem seus novos modelos de inteligência artificial antes que eles cheguem ao público. O acordo foi confirmado nesta sexta-feira (5) por George Osborne, responsável pela área de “OpenAI para Países”, em entrevista à CNBC.

De 90 para 30 dias de análise

A proposta inicial previa que os modelos passassem por uma janela de avaliação de 90 dias antes do lançamento. Esse prazo, no entanto, foi reduzido para 30 dias na versão final, após pressão de figuras influentes do setor de tecnologia — entre elas David Sacks e Elon Musk —, que argumentam que regras rígidas demais podem travar a inovação e a competitividade americana na corrida da IA.

Sede e logotipo da OpenAI

O movimento se conecta diretamente a uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump na última terça-feira (2), voltada justamente para o tratamento de modelos avançados de IA. Na prática, o acordo cria um canal formal para que o governo acompanhe questões de segurança antes que sistemas potentes sejam liberados em larga escala.

Equilíbrio entre segurança e inovação

Para Osborne, a participação do poder público é não só legítima como desejável. “É absolutamente correto que os governos democráticos tenham um papel importante a desempenhar” na implementação dessa tecnologia, afirmou o executivo, acrescentando que a própria OpenAI sugeriu “proativamente formas por meio das quais os governos podem monitorar questões de segurança”.

A decisão reforça uma tendência de alinhamento entre a empresa e Washington, que já incluía uma colaboração firmada com o Departamento de Defesa em março. Para o usuário comum, o tema pode parecer distante, mas tem efeito prático: quanto mais a regulação dos modelos de fronteira avança nos EUA, mais isso tende a influenciar o ritmo, a transparência e até a data em que novas versões do ChatGPT e de outras ferramentas chegam ao Brasil e ao resto do mundo.



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