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EMUI 16: Huawei lanca sistema focado em IA e estreia nos Pura 90s

Depois de cerca de dois anos concentrada no HarmonyOS, a Huawei voltou a movimentar sua interface para smartphones e apresentou o EMUI 16, uma atualizacao que gira quase inteiramente em torno de inteligencia artificial. O centro das atencoes e a assistente Celia, que ganhou uma camada de IA generativa pensada para tornar tarefas comuns mais rapidas e menos manuais. Em vez de apenas responder a comandos simples, a proposta e que ela entenda pedidos mais complexos e conduza varias etapas sozinha.

Entre os recursos citados pela fabricante estao sugestoes proativas de rotas, identificacao de pontos de interesse e monumentos ao longo do caminho, a possibilidade de chamar um transporte por voz e um sistema que executa tarefas em sequencia a partir de um unico comando falado. A ideia por tras desse pacote e transformar a assistente em uma especie de operadora do aparelho, capaz de encadear acoes que hoje exigiriam abrir varios aplicativos e tocar em diversas telas ate concluir o que o usuario queria.

Huawei Pura 90s Pro Max, um dos primeiros aparelhos a rodar o EMUI 16

Por enquanto, o EMUI 16 chega de forma exclusiva aos Pura 90s Pro e Pura 90s Pro Max, os aparelhos mais recentes da marca. A Huawei ainda nao divulgou prazos para levar a interface aos demais modelos do portfolio, o que deixa em aberto quando a novidade alcancara aparelhos mais antigos ou vendidos fora da China. Esse ritmo controlado de liberacao e comum quando uma fabricante estreia uma versao importante do sistema, usando os modelos de topo como vitrine antes de ampliar o alcance.

Para o publico brasileiro, o EMUI 16 importa mais como indicativo de rumo do que como algo de disponibilidade imediata. A presenca da Huawei no pais e mais forte em acessorios, como relogios inteligentes e fones, do que na linha de smartphones Pura, que costuma ter distribuicao restrita. Ainda assim, o movimento reforca uma tendencia que atravessa todo o setor: assistentes de voz deixando de ser atalhos para comandos isolados e passando a funcionar como agentes capazes de resolver tarefas inteiras, algo que ja aparece em propostas de Google, Samsung e Apple.



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