O DuckDuckGo acaba de dar um passo que deve agradar quem está cansado das pausas comerciais cada vez mais longas do YouTube: o navegador da empresa passou a bloquear os anúncios da plataforma de vídeos de forma nativa, sem precisar instalar nenhuma extensão extra. O recurso foi liberado nesta semana e chega ligado por padrão nas versões para iOS, Windows e macOS.
Na prática, o bloqueio se comporta como um ad blocker tradicional, mas integrado ao próprio navegador. Ele impede que a reprodução dos vídeos seja interrompida para exibir propaganda e vale tanto para o site do YouTube quanto para vídeos incorporados em outras páginas. A empresa faz questão de separar o recurso do Duck Player, seu reprodutor alternativo: o novo bloqueio não interfere no histórico de visualizações nem nas playlists da conta do usuário.

Por trás da funcionalidade estão as listas de filtros mantidas pela comunidade do uBlock Origin, atualizadas com frequência para acompanhar as mudanças que o Google faz na entrega dos anúncios. É uma escolha que ajuda a explicar por que o bloqueio consegue se manter eficaz — o mesmo repertório de regras que sustenta um dos bloqueadores mais respeitados do mundo agora roda direto no DuckDuckGo. No Android, por questões técnicas da plataforma, a opção não vem habilitada de fábrica e precisa ser ativada à mão em Configurações > Bloqueio de Anúncios.
O movimento acontece em um momento delicado para os bloqueadores de anúncios. Enquanto o Google avança na aposentadoria do Manifest V2 e retira o chão de extensões como o uBlock Origin no Chrome, navegadores alternativos têm transformado o bloqueio nativo em argumento de venda. Para o público brasileiro, que costuma consumir vídeo em conexões nem sempre generosas, vale ficar atento a um detalhe citado pela própria DuckDuckGo: o recurso pode aumentar levemente o tempo de carregamento dos vídeos, já que o navegador precisa filtrar o conteúdo antes de exibi-lo. Ainda assim, para muita gente é um preço pequeno diante de assistir sem as interrupções publicitárias.