A Ubisoft aproveitou a Gamescom 2026 para revelar a terceira expansão de The Division 2: Echoes of Central Park. O nome entrega o destino, e a escolha tem peso simbólico para quem acompanha o jogo desde 2019 — o Central Park era o último grande cartão-postal de Nova York que os agentes nunca puderam explorar, mesmo depois de anos percorrendo Manhattan e Washington.
A virada mais interessante não está no mapa, e sim no tom. A Massive promete uma atmosfera bem mais sombria que a do conteúdo anterior, com foco declarado em medo e horror. A premissa: um chamado de socorro parte de dentro do parque, área que, na ficção do jogo, foi usada como vala comum durante o surto e ficou anos abandonada, tomada pela vegetação. É um cenário que combina com claustrofobia e pouca luz, algo que a série vinha flertando mas nunca abraçou de fato.

O estúdio também fez questão de dizer que a intenção não era mais uma expansão de história e pronto: o foco declarado é gameplay. Faz sentido dentro do momento do jogo, que sustenta uma base ativa de jogadores há sete anos e precisa de motivo mecânico, não apenas narrativo, para trazer gente de volta.
A outra novidade é a que a comunidade pedia desde o lançamento: crossplay. O recurso chega em novembro e, segundo o estúdio, demorou tanto porque exigiu reconstruir partes internas do jogo, projetado numa época em que jogar entre PC, PlayStation e Xbox não era prioridade de ninguém. Para o jogador brasileiro, é uma mudança concreta — grupos aqui costumam se dividir entre consoles e PC, e o matchmaking segmentado sempre foi um obstáculo para quem tenta fechar time.

A apresentação completa de Echoes of Central Park está marcada para 24 de setembro, quando devem sair o primeiro olhar no mapa, o gameplay e, com sorte, a data de lançamento. Até lá, quem quiser voltar ao jogo antes da expansão ainda encontra o The Division 2 em mídia física por preço de bacia de promoção no varejo nacional — vale lembrar que o jogo exige conexão permanente com a internet.
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