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Disney+ passa a proibir VPN e bloqueadores de anúncios no contrato, com risco de conta suspensa

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Disney+ passa a proibir VPN e bloqueadores de anúncios no contrato, com risco de conta suspensa

O Disney+ atualizou seu contrato de assinatura para deixar explícito o que antes ficava subentendido: é proibido usar VPN, proxy ou qualquer ferramenta que esconda a localização do assinante, e também é proibido bloquear ou desativar anúncios. Quem descumprir pode ter a conta limitada, suspensa ou encerrada. Os novos termos começam a valer em 9 de outubro para os usuários notificados na Europa, e a redação pode mudar conforme o país.

O motivo é o mesmo que já levou a Netflix a caçar VPNs anos atrás: o catálogo é licenciado por território. Um filme disponível nos Estados Unidos pode não ter direitos liberados no Brasil, e a plataforma checa de onde vem o acesso para respeitar esses contratos. A VPN “pula o muro”, e o Disney+ agora diz com todas as letras que isso é quebra de contrato, mesmo quando o assinante só ligou a VPN por privacidade e não pretendia trocar de catálogo.

Ilustração conceitual de streaming em TV com cadeado e mapa-múndi

Anúncios: até o plano “sem anúncios” tem anúncio

A segunda frente é o dinheiro dos planos mais baratos. As modalidades com publicidade custam menos justamente porque os comerciais pagam a diferença, e o contrato passa a vetar extensões, bloqueadores de DNS e qualquer artifício que impeça a exibição das propagandas. O documento ainda faz uma distinção que pega muita gente de surpresa: pacotes vendidos como livres de anúncios podem exibir trailers, materiais promocionais, patrocínios e intervalos em eventos ao vivo, e o serviço não trata isso como “anúncio” no sentido do plano.

O que mais está no contrato

Além de VPN e bloqueadores, o Disney+ lista outras condutas vetadas: contornar sistemas de proteção de conteúdo, modificar o aplicativo, copiar vídeos, usar robôs de coleta de dados e compartilhar senha fora das regras de residência, que continuam limitando a conta ao mesmo endereço. A empresa diz que pode analisar o uso das contas para verificar o cumprimento e que aplicará as sanções respeitando a lei de cada região.

Na Europa, os documentos também mexem no aviso de reajuste: em alguns mercados, a antecedência mínima cai de 30 para 28 dias. Quem discordar tem o caminho de sempre: cancelar antes da entrada em vigor.

E no Brasil?

Até agora não há confirmação de que o aviso com data de outubro tenha sido enviado a assinantes brasileiros. O contrato do Disney+ por aqui, porém, já traz cláusulas contra burlar proteções, anúncios e verificações geográficas, então na prática a diferença tende a ser de rigor na fiscalização, não de regra nova. Para quem assiste em um Fire TV Stick ou em uma smart TV, vale conferir se algum app de DNS ou VPN instalado no roteador não está ativo sem querer: a mensagem de erro do Disney+ costuma aparecer antes de qualquer punição.

Dispositivos para assistir:

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