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Janja pede bloqueio do Discord no Brasil apos morte de menor de 13 anos em live

Discord sendo investigado por casos de violência contra menores

A primeira-dama Janja da Silva pediu nesta semana que o Brasil suspenda imediatamente o acesso ao Discord, plataforma de comunicação amplamente utilizada por gamers e comunidades online. O pedido foi feito durante a cerimônia de sanção de lei que aumenta as penalidades para crimes de violência sexual contra menores, e teve como pano de fundo um caso que chocou o país: uma menina de 13 anos, do Mato Grosso do Sul, foi induzida à automutilação e ao suicídio durante uma live transmitida pelo Discord no dia 22 de julho de 2026. Mais de 200 pessoas assistiam à transmissão no momento da morte da jovem.

O caso trouxe à tona uma rede criminosa que vinha agindo nas sombras da plataforma. A Operação Lívia, deflagrada em 4 de agosto de 2026, investigou um grupo que usava o Discord para manipular psicologicamente adolescentes, extorquir vítimas com ameaças e promover desafios violentos transmitidos ao vivo. O líder do grupo era um jovem de apenas 14 anos, residente no Rio de Janeiro. Ao todo, sete menores e um adulto foram indiciados em estados como Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Pará.

Do ponto de vista jurídico, o pedido de bloqueio não avançou imediatamente: o secretário de Justiça Victor Fernandes já havia solicitado a suspensão da plataforma ao Judiciário, mas a medida foi barrada. A Procuradoria-Geral da República, por meio do ministro Jorge Messias, pediu acesso aos detalhes do caso da adolescente para preparar uma ação civil pública. O episódio reacende o debate sobre os limites da responsabilidade das plataformas digitais em casos de violência facilitada online.

O Discord, diferentemente do X (ex-Twitter) e do Telegram — que já enfrentaram bloqueios temporários no Brasil —, ocupa um nicho específico de comunicação em servidores privados e fechados, o que dificulta tanto o monitoramento quanto a remoção de conteúdo. A plataforma não se manifestou publicamente sobre os eventos no Brasil até o momento da publicação desta reportagem. O debate sobre regulação de plataformas digitais, proteção de menores e responsabilidade das big techs ganha nova urgência diante de uma tragédia que expõe as lacunas de segurança ainda presentes em ambientes virtuais frequentados por jovens.



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