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Dell Pro Max 16 Plus chega ao Brasil ao lado de mini PC de IA GB10

A Dell reforçou sua linha profissional no Brasil com o lançamento do Pro Max 16 Plus, um notebook de alto desempenho voltado a quem trabalha com criação, engenharia e inteligência artificial, e do Pro Max GB10, um mini PC compacto desenhado para processar IA localmente. Os dois produtos miram o mesmo público — profissionais que precisam de muita capacidade de cálculo — mas atacam o problema por caminhos diferentes, e ambos já aparecem no site oficial da marca com fabricação nacional.

O Pro Max 16 Plus é o cavalo de batalha do anúncio. A configuração gira em torno de processadores Intel Core Ultra 7 265HX ou Ultra 9 285HX, acompanhados de placas NVIDIA RTX profissionais (das RTX 2000 às RTX 4000, com até 24 GB de memória de vídeo), de 16 GB a 64 GB de RAM e até 2 TB de armazenamento distribuídos em três slots SSD. A tela é um painel OLED de 16 polegadas em resolução 4K, e a conectividade inclui Wi-Fi 7 e portas USB-C modulares. A bateria de 96 Wh e recursos de segurança como leitor biométrico, Smart Card e NFC completam o pacote, que parte de R$ 29.498 — um valor que deixa claro que o alvo aqui é o mercado corporativo e criativo, não o consumidor comum.

Dell Pro Max 16 Plus, notebook com tela OLED 4K e GPU RTX profissional

Já o Pro Max GB10 é a aposta mais curiosa. Trata-se de um mini PC de apenas 1,31 kg construído em torno do chip GB10, de 20 núcleos ARM e arquitetura Blackwell — a mesma família das GPUs de IA da NVIDIA. Ele aceita até 128 GB de memória LPDDR5X e 4 TB de armazenamento, e traz quatro portas USB-C e duas HDMI 2.1a. A proposta é permitir que desenvolvedores e pesquisadores rodem e testem modelos de inteligência artificial diretamente na máquina, sem precisar recorrer à nuvem, algo que reduz custos recorrentes e mantém dados sensíveis dentro de casa.

Dell Pro Max GB10, mini PC com chip ARM Blackwell para rodar IA localmente

A chegada dos dois ao Brasil, com produção local, é um sinal de como a demanda por hardware de IA deixou de ser assunto exclusivo de data centers e começou a descer para a mesa do profissional. Para o público brasileiro, o preço ainda é uma barreira e tanto — estamos falando de equipamentos de nicho, voltados a modelagem 3D, engenharia e produção audiovisual. Mas o fato de a Dell trazer essa categoria por aqui, em vez de deixá-la restrita à importação, mostra que o país entrou no radar dessas máquinas de trabalho pesado.



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