Por muito tempo, jogar títulos AAA pesados em arquitetura ARM — a mesma de celulares, tablets e dos chips da Apple — parecia coisa de futuro distante. Cyberpunk 2077 acaba de mostrar que esse futuro já começou. A CD Projekt RED lançou uma versão nativa para Apple Silicon do jogo, e os testes em um MacBook Pro de 16 polegadas com chip M4 Max revelam um desempenho que era impensável para a plataforma há poucos anos.
Os números impressionam. Sem Ray Tracing, o jogo mantém 60 FPS estáveis em configurações altas e ultra. Com Ray Tracing convencional ligado, o desempenho sobe para mais de 80 FPS. E o sistema ainda dá conta do exigente Path Tracing — a técnica de iluminação mais avançada do título — rodando a cerca de 30 FPS em Quad HD. O 4K com Path Tracing ainda é inviável (fica na casa dos 20 FPS), mas o conjunto prova que o ARM não é mais sinônimo de gráficos limitados.
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O “preço” do título da matéria é literal. Para atingir esses resultados, é preciso um MacBook Pro com M4 Max — chip de 16 núcleos de CPU, GPU de 40 núcleos e até 128 GB de memória unificada. É uma máquina poderosa, com tela Liquid Retina XDR e autonomia de até 22 horas, mas também extremamente cara, fora do orçamento da maioria dos jogadores. Ou seja: a tecnologia existe e funciona muito bem, só que ainda restrita ao topo da linha.
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O significado vai além do Mac. Conforme a indústria avança em chips ARM cada vez mais potentes — incluindo soluções para PCs com Windows e consoles portáteis —, ver um jogo do porte de Cyberpunk 2077 com Path Tracing nessa arquitetura é um marco. A jogabilidade fluida em hardware eficiente abre caminho para que, no médio prazo, máquinas mais baratas e portáteis ofereçam experiências antes exclusivas de PCs com placas dedicadas de alto consumo. Por enquanto, fica a prova de conceito — e, para quem quer aproveitar o jogo, ele continua acessível em PS5 e PC.
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