Quem está esperando encomenda pode respirar: os funcionários dos Correios encerraram a greve nacional que começou em 10 de setembro. O fim da paralisação foi aprovado em assembleia, e o retorno ao trabalho aconteceu na manhã desta sexta-feira (25), depois de 15 dias de serviço reduzido em várias partes do país.
A volta segue a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que concluiu o julgamento do dissídio coletivo da categoria. Por maioria, os ministros entenderam que a greve não foi abusiva e rejeitaram o pedido da estatal para multar as entidades sindicais em R$ 100 mil. O tribunal também fixou reajuste salarial de 4,09% e permitiu que os dias parados sejam compensados, em vez de descontados.
Plano de saúde foi o estopim
O motivo central da paralisação foi a proposta dos Correios de mudar o plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes. A Findect, federação que reúne parte dos sindicatos da categoria, defende manter o modelo atual, em que a empresa banca o benefício como mantenedora. A reposição das horas ainda será negociada: os sindicatos esperam a publicação do acórdão do TST para sentar com a direção da estatal.
O que muda para quem compra online
Para o consumidor, o efeito da greve foi sentido principalmente em compras de lojas que ainda dependem dos Correios, incluindo parte das encomendas internacionais. Com a volta dos trabalhadores, a expectativa é que os centros de distribuição comecem pelo estoque acumulado, então pacotes parados podem levar alguns dias para voltar ao ritmo normal. Vale acompanhar o rastreio e, em caso de atraso longo, acionar a loja, que é responsável pela entrega perante o Código de Defesa do Consumidor.
A greve também chega ao fim num momento de disputa por espaço no comércio eletrônico. Os Correios passaram recentemente a levar encomendas de lojas paraguaias para o Brasil, enquanto marketplaces como Mercado Livre e Amazon ampliam as próprias redes de entrega, com prazos que já chegam a menos de uma hora em algumas cidades.
