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CMU instala 92 cameras de alta precisao para treinar robos e IA fisica

Enquanto a inteligencia artificial generativa domina as conversas com chatbots e geradores de imagem, uma outra frente avanca de forma mais silenciosa: a chamada IA fisica, aquela que precisa se mover e agir no mundo real. E foi justamente pensando nesse futuro de robos e drones autonomos que a Carnegie Mellon University (CMU) inaugurou em Pittsburgh, nos Estados Unidos, um centro de inovacao equipado com 92 cameras de alta precisao. A missao delas e mapear cada movimento das maquinas com exatidao micrometrica.

O coracao da estrutura e um sistema de captura de movimento da OptiTrack, o mesmo tipo de tecnologia usada em estudios de cinema e games para transformar atores em personagens digitais. Aqui, porem, os “atores” sao robos e drones. Entre as 92 cameras estao quatro unidades Prime Color capazes de detectar deslocamentos minimos, gerando um volume enorme de dados sobre como cada aparelho se comporta ao andar, voar ou manipular objetos.

O sistema OptiTrack rastreia robos e drones com precisao micrometrica dentro do centro da CMU

Toda essa infraestrutura ocupa um complexo de 14 mil metros quadrados e alimenta o programa Physical AI Accelerator, iniciativa da CMU em parceria com a OptiTrack. A logica e simples de entender: algoritmos de IA sao tao bons quanto os dados que recebem. Para que um robo aprenda a andar sem tropecar ou um drone consiga desviar de obstaculos, os pesquisadores precisam de medicoes extremamente precisas do movimento real, e nao apenas de simulacoes em computador. As cameras funcionam como uma especie de gabarito da realidade.

O movimento se encaixa em uma corrida global. Empresas e universidades disputam a lideranca na robotica autonoma, area que promete impactar da industria a logistica, passando por entregas por drone e assistentes domesticos. Ter um laboratorio capaz de gerar dados de altissima qualidade e uma vantagem estrategica, porque acelera o ciclo de testar, corrigir e reensinar as maquinas. A CMU, que ja e uma das instituicoes mais respeitadas do mundo em robotica, reforca com isso sua posicao nessa disputa.

Para o leitor brasileiro, a novidade vale como termometro do que vem por ai. Os robos e drones que um dia chegarao ao mercado de consumo, seja para limpar a casa, seja para entregar encomendas, dependem hoje de estruturas como essa para se tornarem confiaveis. A IA fisica ainda esta longe do nosso dia a dia, mas centros como o de Pittsburgh sao os bastidores onde essa tecnologia esta sendo lapidada.



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