A Anthropic anunciou que passará a inserir marcas d’água invisíveis nos textos gerados pelo Claude, seu assistente de inteligência artificial. A medida é uma resposta às exigências do Code of Practice on Transparency of AI-generated Content, parte do AI Act da União Europeia, que obriga empresas de IA a identificar conteúdos produzidos por seus modelos.
Segundo a empresa, a assinatura será completamente imperceptível para leitores humanos: não há nenhuma alteração visível no estilo, na fluidez ou na coerência do texto. A marca d’água também foi projetada para ser resistente — ela sobrevive a pequenas edições, reformatações e ajustes de estilo, o que dificulta a remoção acidental ou intencional. A ideia é que ferramentas de verificação conseguiam identificar a origem do texto mesmo após modificações leves.
A notícia gerou reações divididas nas comunidades do Reddit e do X. Uma parte dos usuários vê a medida como razoável e necessária — especialmente para combater desinformação e plágio acadêmico. Outra parcela é crítica, preocupada com o rastreamento de usos legítimos e com o estigma que a marcação pode gerar em contextos onde a IA é apenas uma ferramenta auxiliar, como rascunhos, traduções e ideação criativa.
Vale lembrar que a Anthropic não está sozinha nessa direção. O Google já utiliza o SynthID para marcar invisivevelmente imagens, vídeos, áudios e textos gerados por suas ferramentas de IA. A tendência é que toda a indústria caminhe para alguma forma de rastreabilidade — seja por pressão regulatória europeia ou por iniciativa própria. Para o usuário final, o impacto imediato deve ser mínimo; a diferença se sentirá mais em plataformas e sistemas que usarão essas marcas para filtrar ou classificar conteúdo automaticamente.
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