Os anéis inteligentes seguem tentando roubar o espaço do smartwatch no monitoramento de saúde, e a Circular — fabricante quase desconhecida no Brasil — anunciou dois modelos novos nesta sexta-feira: o Ring 3 Slim e o Ring 3 Pro. A aposta é somar à leitura de saúde um recurso que ainda é raro na categoria: pagamento por aproximação direto do dedo.
O Slim é o modelo pensado para quem quer discrição. São 5,9 mm de largura e 2,35 mm de espessura, dimensões que o aproximam de um anel comum, mas o fabricante afirma manter ali dentro sensores de temperatura, oxigenação do sangue e frequência cardíaca, além do chip NFC, contador de passos e monitoramento ativo de exercícios. A autonomia prometida é de até 10 dias — número que, se confirmado, resolve o principal incômodo de quem vem de um relógio inteligente e cansou de carregar o aparelho a cada dois dias.
O ponto que merece cautela é o monitoramento de glicose. A Circular fala em alertas vibratórios ligados ao acompanhamento cardíaco e ao de glicose para diabéticos, sem detalhar como esse dado é coletado. Nenhum vestível disponível ao consumidor hoje mede glicose no sangue de forma não invasiva com respaldo clínico — o que existe no mercado são anéis e relógios que recebem a leitura de um sensor contínuo já usado pelo paciente e apenas notificam quem o usa. Enquanto a fabricante não explicar o mecanismo, o recurso deve ser lido como conveniência de alerta, não como equipamento médico.
Para o público brasileiro, o cenário é mais de referência do que de compra imediata: não há anúncio de disponibilidade nacional, e importar um vestível de marca pequena traz o problema extra da assistência. O concorrente direto e disponível por aqui é o Samsung Galaxy Ring, que aposta na integração com o ecossistema Galaxy — e cobra caro por isso.
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