O Google liberou o Chrome 157 para Windows, macOS e Linux com correções para 213 vulnerabilidades. Sete delas foram classificadas como críticas e 77 como de alta gravidade. Somadas, as duas faixas mais sérias da escala da empresa respondem por 84 brechas, quase 40% do pacote. A versão também traz um atalho novo para compartilhar abas entre dispositivos.
Como o 157 se compara às versões anteriores
O volume é alto, mas não é o maior dos últimos meses. O Chrome 153 tinha fechado 230 falhas, incluindo uma que já estava sendo explorada por atacantes. O Chrome 154 corrigiu 108, com 11 críticas. O 157 fica perto do 153 no total e abaixo do 154 em falhas críticas. Até agora, o Google não informou que alguma das 213 brechas desta versão esteja sendo usada em ataques reais.
Na classificação do Chrome, uma falha crítica é aquela que pode permitir a um site malicioso rodar código no computador fora da área isolada do navegador, às vezes sem que a vítima faça nada além de abrir a página. As de alta gravidade normalmente exigem combinar mais de um problema ou alguma ação do usuário. O Google costuma manter os detalhes técnicos de cada brecha fechados até que a maioria das pessoas tenha atualizado, para não entregar o mapa a quem quer explorá-las.
Atalho para compartilhar abas
A mudança visível é um atalho que facilita mandar uma aba aberta para outro aparelho ligado à mesma conta Google. O envio de abas já existia no navegador, escondido no menu de compartilhamento, e a ideia é encurtar esse caminho. As informações divulgadas até o momento não detalham onde o atalho fica na interface nem se ele chega a todos os usuários ao mesmo tempo. Como o Google costuma liberar recursos em etapas, é possível que ele demore alguns dias para aparecer mesmo depois da atualização.
Por que vale atualizar agora
O Chrome é o navegador mais usado no Brasil, e é nele que muita gente acessa banco, e-mail e lojas online. Isso faz dele um alvo preferencial. Navegadores baseados no mesmo motor, como Edge, Brave e Opera, compartilham parte do código e tendem a receber correções equivalentes nas próprias atualizações, então quem usa um deles também deve ficar de olho.
A atualização automática funciona, mas só se completa quando o navegador é reiniciado. Quem deixa o Chrome aberto por semanas pode continuar rodando a versão antiga sem perceber. Minha recomendação: não espere.
Para forçar a atualização, abra o menu de três pontos no canto superior direito, vá em Ajuda e depois em Sobre o Google Chrome. O navegador baixa a versão nova sozinho e pede para clicar em Reiniciar. Depois disso, a mesma tela deve mostrar um número de versão começando por 157.
