O Google publicou nesta semana uma das maiores atualizações de segurança da história do Chrome. A versão 153 do navegador fecha 230 vulnerabilidades de uma vez, poucos dias depois de um pacote menor, com 12 correções, ter sido liberado na semana anterior. Entre as brechas está uma que já circula na internet com exploração pública reconhecida, o que transforma o update em prioridade para quem usa o navegador no computador.
A falha em questão é a CVE-2026-87491, uma escrita fora dos limites de memória no V8, o motor que executa JavaScript e WebAssembly no Chrome. Na prática, ela permitia que um site malicioso rodasse código arbitrário dentro do sandbox do navegador apenas ao carregar uma página HTML. O Google classifica a brecha como de gravidade média, mas a base de dados CVE a lista como alta, com nota 8.8 no CVSS. Como de costume, a empresa não detalhou como o ataque foi usado.

O crédito pela descoberta foi dado a Jihyeon Jeong, estagiário de pesquisa do laboratório CompSec, da Universidade Nacional de Seul, que recebeu US$ 2,5 mil de recompensa. É esse tipo de programa que explica o número alto de correções: o Chrome é uma das principais portas de entrada para a internet, e o Google paga pesquisadores para encontrar falhas antes que criminosos o façam. Um pacote grande, portanto, não indica um navegador mais frágil, e sim mais gente olhando para ele.
A compilação com as correções é a 153.0.8010.36/.37 no Windows e no macOS e a 153.0.8010.36 no Linux. O Chrome baixa e aplica atualizações sozinho, mas só termina o processo quando o navegador é reiniciado. Para conferir se a sua cópia já está na versão nova, abra o menu de três pontos, vá em Ajuda e depois em Sobre o Google Chrome; se houver algo pendente, a tela oferece o botão de reiniciar.
Vale estender o cuidado a outros navegadores. Edge, Brave, Opera e Vivaldi usam a mesma base Chromium e o mesmo motor V8, então recebem correções equivalentes em seus próprios ciclos de atualização, geralmente com alguns dias de diferença. Quem administra máquinas em empresas deve verificar as políticas de atualização automática, já que uma brecha com exploração pública costuma ser incorporada rapidamente a kits de ataque.
