O Google liberou o Chrome 150 para Windows, macOS e Linux com a correção de sete vulnerabilidades de segurança, três delas classificadas como críticas. A atualização já está em distribuição e chega às versões 150.0.7871.128/.129 no Windows e no macOS, e 150.0.7871.128 no Linux.
Seis das falhas são erros de use-after-free — o tipo de bug em que o programa continua acessando uma região de memória que já foi liberada, abrindo espaço para que um invasor coloque conteúdo próprio ali. A sétima é uma leitura e escrita fora dos limites no V8, o motor JavaScript do navegador. Os componentes afetados incluem o mecanismo de captura de câmera, a camada de aceleração por GPU e a pilha de rede — três áreas que processam dados vindos de fora e, por isso, atraem atenção de quem procura brechas.

Segundo o Google, não há indício de exploração ativa até agora. O detalhe que pesa é outro: as vulnerabilidades já foram divulgadas publicamente, e esse costuma ser o momento em que o relógio começa a correr — pesquisadores e invasores passam a trabalhar sobre a mesma informação. Um dos problemas, aliás, foi encontrado por uma ferramenta de análise automatizada de segurança baseada em IA, sinal de como a caça a bugs em bases de código gigantes vem mudando de método.
Para o usuário brasileiro a recomendação é direta e leva menos de um minuto: abra o menu do Chrome, vá em Ajuda, depois em Sobre o Google Chrome, e deixe o navegador buscar a atualização. O passo que a maioria esquece é o último — a correção só passa a valer depois que o Chrome é reiniciado, e quem mantém dezenas de abas abertas por semanas pode estar rodando uma versão vulnerável sem perceber.