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Chips de 2 nm encarecem: Dimensity 9600 Pro custa US$ 220, A20 Pro chega a US$ 260 e Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro deve passar de US$ 240

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Chips de 2 nm encarecem: Dimensity 9600 Pro custa US$ 220, A20 Pro chega a US$ 260 e Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro deve passar de US$ 240

A litografia de 2 nanômetros chegou aos celulares em 2026 com a promessa de mais desempenho por watt, e chegou também com uma conta salgada. Levantamentos do setor apontam que a nova geração de processadores topo de linha está custando dezenas de dólares a mais por unidade do que a anterior, e essa diferença tende a aparecer na etiqueta dos aparelhos.

O exemplo mais claro é o MediaTek Dimensity 9600 Pro, anunciado há poucas semanas: ele é vendido aos fabricantes por cerca de US$ 220, contra uma faixa de US$ 180 a US$ 200 do Dimensity 9500. São aproximadamente US$ 40 a mais por chip, e ele ainda é o mais barato da turma. O A20 Pro que estreou nesta sexta no iPhone 18 Pro custa à Apple perto de US$ 260 por unidade, e o Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro, que a Qualcomm deve apresentar na próxima semana, tem preço estimado entre US$ 240 e US$ 260.

Por que a fatura subiu

Há três forças empurrando os preços na mesma direção. A primeira é o custo da própria transição: converter linhas de produção de 3 nm da TSMC para 2 nm exige equipamentos novos e caros, e a fundição repassa esse investimento nos primeiros lotes. A segunda é política: o governo dos Estados Unidos pressiona a empresa taiwanesa a fabricar em solo americano, um plano que envolve algo como US$ 500 bilhões em novas fábricas, dinheiro que sai de algum lugar.

A terceira é a mais difícil de contornar. Os data centers de inteligência artificial consomem GPUs de ponta em um ritmo que a TSMC não consegue acompanhar, e NVIDIA, AMD, Qualcomm, MediaTek e Apple acabam disputando os mesmos lotes de wafers num leilão informal. Quem paga mais leva a capacidade, e o preço do chip de celular sobe junto com o do acelerador de IA.

O que isso significa para o consumidor

Nada disso é exatamente surpresa. A Qualcomm já tinha avisado os parceiros sobre um reajuste de dois dígitos a partir de setembro, e a TSMC elevou suas tabelas em meados do ano. O que muda agora é ver os números por chip: quando o processador sozinho custa o equivalente a mais de R$ 1.300, o fabricante tem pouca margem para segurar o preço final de um topo de linha.

No Brasil, onde impostos e câmbio multiplicam qualquer aumento de custo, a expectativa é que a geração de 2027, com Snapdragon 8 Elite Gen 6 e sucessores, chegue mais cara do que a atual. Quem quer um flagship com chip de 3 nm, como o Galaxy S26 Ultra, pode encontrar nas próximas semanas o melhor momento de compra antes da virada.

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