A OpenAI colocou um Provador virtual dentro do ChatGPT. A ideia é antecipar a pergunta que toda compra de roupa pela internet deixa para o dia da entrega: como essa peça fica em mim? Em vez de esperar o pacote, o usuário manda uma selfie ou uma foto de corpo inteiro e o chatbot devolve uma imagem dele vestindo a roupa ou usando o acessório escolhido.
Há dois caminhos. O mais direto é o botão Provar, que aparece nos resultados quando a pessoa pede ao ChatGPT para pesquisar produtos. O outro é manual: enviar a foto da peça e a sua própria e pedir a montagem. Na tela do provador também dá para escolher o tamanho e ver nome, descrição, loja e frete do item. Quem gera as imagens é o ChatGPT Imagens 2.5, modelo que a OpenAI lançou em setembro, e as montagens ficam guardadas na biblioteca da conta.

Junto com o provador chegou uma lista de Favoritos, onde o usuário salva produtos que encontrou nas buscas para voltar a eles depois. Ela aceita qualquer tipo de item, não só roupa. O chatbot também pode procurar peças a partir de uma descrição de estilo, no lugar da busca por palavra-chave.
O ChatGPT chega atrás do Google, que lançou um provador parecido em maio, movido pelo modelo Nano Banana. A diferença prática é o alcance: a OpenAI liberou as duas funções no mundo todo e em todos os planos, inclusive o gratuito, no celular, no desktop e na web. Um ponto que a empresa não esclareceu é o destino das fotos. As imagens enviadas como referência são processadas nos servidores da OpenAI, e ela não detalhou por quanto tempo ficam guardadas nem se entram em treinamento. Quem se incomoda com isso deve pensar duas vezes antes de mandar foto de corpo inteiro.
