O ChatGPT deixou de ser um espaço totalmente livre de propaganda no Brasil. A OpenAI anunciou nesta terça-feira (4) o início de um projeto piloto que passa a exibir anúncios dentro do assistente, com implementação gradual entre os usuários brasileiros. É uma mudança relevante para um produto que, até agora, só monetizava por meio de assinaturas.
A publicidade fica restrita aos planos gratuitos. Apenas quem usa as versões Free e Go verá os anúncios, e o recurso é limitado a maiores de 18 anos. Já os assinantes dos planos pagos — Plus, Pro, Business, Enterprise e Education — permanecem sem qualquer propaganda, o que reforça a estratégia da empresa de usar os anúncios como forma de sustentar o acesso gratuito e, ao mesmo tempo, incentivar a migração para os planos pagos.

Segundo a OpenAI, os anúncios aparecem durante as conversas normais, mas são “claramente identificados como patrocinados e separados visualmente” das respostas geradas pela IA. A empresa também afirma que os anunciantes não têm acesso ao conteúdo das conversas nem a informações pessoais dos usuários: eles recebem apenas métricas agregadas, como número de visualizações e cliques. A promessa é de que a publicidade não influencia as respostas do assistente.

Para quem não quer uma experiência totalmente guiada por interesses, há controles nas configurações do aplicativo, onde é possível gerenciar a personalização dos anúncios, apagar o histórico de dados publicitários e desativar recursos de segmentação. O movimento acompanha uma tendência do setor: com o custo altíssimo de operar modelos de IA, transformar a base gratuita em receita de publicidade virou um caminho quase inevitável. Resta acompanhar como o público brasileiro vai reagir a ver propaganda em uma ferramenta que se popularizou justamente pela ausência dela.