A Carteira de Identidade Nacional, a CIN, ganhou um caminho mais curto até a emissão. Desde terça-feira (3), o pedido do documento pode ser feito pelo celular, sem precisar começar o processo em um balcão de atendimento. A carteira substitui o antigo RG e é emitida em todo o país desde 2024.
Como pedir pelo telefone
A emissão continua nas mãos dos estados, e isso define o caminho. O cidadão precisa entrar no site do instituto responsável pela identificação civil na sua unidade da federação, ou no canal digital que o governo estadual apontar como oficial para esse serviço. No formulário, o usuário preenche os dados pessoais e escolhe a modalidade de entrega da carteira.
Como cada estado tem seu próprio sistema, as telas e as etapas mudam de um lugar para outro. O anúncio não detalhou se a coleta de foto e impressões digitais passa a ser dispensada, então vale conferir no portal do seu estado se ainda há alguma etapa presencial antes de contar com o documento em casa.
O que muda em relação ao RG
A principal diferença está no número. A CIN adota o CPF como identificador único, o que acaba com a situação em que uma mesma pessoa tinha registros diferentes em cada estado onde tirou RG. Para golpes com documentos duplicados, essa brecha era útil. Agora ela fecha.
O documento também tem um QR Code que permite checar a autenticidade com a câmera de um celular, além de seguir padrões internacionais de identificação. A primeira via é gratuita, e a carteira tem versão digital no aplicativo gov.br, que pode ser apresentada no lugar da física em várias situações do dia a dia.
Vale trocar agora?
Depende do estado do seu RG. Se ele está velho, com foto de quinze anos atrás ou plastificação descolando, o pedido pelo celular é a melhor desculpa para resolver isso logo. Se o documento está em boas condições, não há pressa: o RG antigo segue válido até 2032, e a fila tende a ser menor fora dos períodos de maior procura.
O pedido pelo celular está disponível desde 3 de novembro de 2026, e quem já tem o RG continua podendo usá-lo normalmente até o fim do prazo de transição.
