🔥 Entre no nosso grupo e receba as melhores ofertas de tech Entrar agora →
MelhoresTech
Voltar
inteligencia-artificial

ByteDance, dona do TikTok, estaria desenvolvendo chips de IA próprios

Close-up de um processador moderno, ilustrando os planos de chip da ByteDance

A ByteDance, conglomerado chinês dono do TikTok, estaria dando um passo importante para tentar controlar sua própria infraestrutura de inteligência artificial. Segundo relatos atribuídos a fontes próximas ao projeto, a empresa desenvolve CPUs personalizadas voltadas a tarefas de IA, em uma movimentação que a coloca na mesma trilha já percorrida por gigantes como Google, Meta e Amazon, que há anos projetam silício sob medida para seus data centers.

É importante frisar que, até o momento, nada foi confirmado oficialmente pela ByteDance — o que existe são informações de bastidores. De acordo com esses relatos, o desenvolvimento ainda estaria em estágio inicial, com a empresa avaliando tanto a arquitetura Arm quanto a RISC-V, e contaria com a colaboração de fabricantes como Samsung e TSMC para a produção. A meta seria atingir pelo menos 100 mil unidades ainda em 2026, número modesto perto da escala dos líderes do setor, mas relevante como ponto de partida.

A motivação por trás do projeto ajuda a entender o movimento. A ByteDance hoje depende de processadores da Intel e da AMD, que teriam aplicado reajustes de preço expressivos — da ordem de 10% a 35% em trimestres recentes, segundo os relatos. Some-se a isso o cerco dos Estados Unidos às exportações de chips avançados para a China, e fica claro o incentivo para que empresas chinesas busquem alternativas próprias e reduzam a exposição a fornecedores estrangeiros.

Para o usuário comum, que abre o TikTok dezenas de vezes por dia, nada muda no curto prazo. Mas a iniciativa é mais um sinal de como a disputa por capacidade de processamento de IA virou questão estratégica e geopolítica. Quando uma empresa de aplicativos decide projetar o próprio hardware, fica evidente que o gargalo da era da IA não está só no software, e sim no acesso aos chips que o fazem funcionar — um recurso cada vez mais caro e politicamente sensível.



Gostou deste artigo?

-- -- votos

Você pode gostar também