Um temporal derrubou a energia do cartório eleitoral de Salto do Lontra, no sudoeste do Paraná, durante o primeiro turno das eleições de 2026. A solução do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) estava no estacionamento: um carro elétrico da BYD foi ligado à instalação e passou a alimentar as urnas pela função V2L. O tribunal não informou qual modelo foi usado.
V2L é a sigla de Vehicle to Load. Com ela, o carro deixa de só receber carga e passa a entregar energia da bateria de tração para tomadas comuns, direto ou por um adaptador encaixado na porta de recarga. Uma bateria de 30 kWh a 60 kWh, faixa comum nos elétricos vendidos aqui, segura por horas equipamentos de baixo consumo como uma urna, um notebook e a iluminação de uma sala. No Brasil, o recurso vem de série em modelos como o BYD Dolphin Mini e o Geely EX2.
O Paraná teve outras quedas de energia no mesmo domingo. Em Francisco Beltrão e Umuarama, o jeito foi improvisar com a lanterna do celular e com a bateria interna das próprias urnas, que existe justamente para cobrir apagões. Em Goiás, um policial militar ligou uma urna a um inversor de voltagem ligado à parte elétrica de um carro.
Para quem mora em região de queda frequente de energia, o caso mostra um uso do carro elétrico que pouca gente considera na hora da compra. Quem não tem um elétrico na garagem e quer o mesmo efeito em casa pode olhar as estações de energia portáteis, que fazem o papel do V2L em escala menor.
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