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Clicks Communicator: celular Android com teclado físico revive a era BlackBerry

Para quem sente saudade dos tempos em que digitar no celular era uma experiência tátil, surge o Clicks Communicator — um smartphone Android com teclado QWERTY físico que assume sem disfarces a herança dos antigos BlackBerry. A proposta vai na contramão da tela cheia que domina o mercado: o aparelho foi pensado como um dispositivo de comunicação e produtividade, voltado a quem troca muitas mensagens e quer um celular que ajude a reduzir o tempo perdido rolando feeds.

O hardware mistura nostalgia e modernidade. São cerca de 4 polegadas de tela AMOLED, processador MediaTek de 4 nm, 256 GB de armazenamento, conectividade 5G e o sistema rodando sobre o Android 16 — ou seja, acesso normal à Play Store e aos aplicativos atuais. O grande atrativo, claro, é o teclado: as teclas são maiores que nas tentativas anteriores do gênero e ganharam sensibilidade ao toque, funcionando também como um trackpad para rolar textos sem que o dedo tampe a tela.

Clicks Communicator com teclado QWERTY físico

Há detalhes pensados para quem leva privacidade a sério. A barra de espaço traz um leitor de digital que abre direto um hub reunindo os apps de mensagens, e há uma chave física na lateral de alumínio escovado que corta a energia de microfones e câmeras no nível do circuito — um recurso raro, voltado a usuários preocupados com vigilância e segurança. O conjunto reforça a ideia de um aparelho de nicho, feito para um público específico, não para substituir o smartphone principal.

Detalhe da tela e do design do Clicks Communicator

Os preços anunciados são de US$ 499 na versão cheia, com reservas antecipadas saindo por US$ 399. Por enquanto, não há confirmação de chegada oficial ao Brasil, e os valores em dólar — somados a impostos de importação — tornam o aparelho uma aposta cara para o consumidor local. Ainda assim, o Clicks Communicator é um lembrete curioso de que o teclado físico, dado como morto há mais de uma década, ainda tem quem sinta sua falta. Resta saber se há mercado suficiente para sustentar o renascimento.



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