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Black, FPS de 2006 da Criterion, ganha port para PC feito por fã com 4K e 120 FPS

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Black, FPS de 2006 da Criterion, ganha port para PC feito por fã com 4K e 120 FPS

O jogo de tiro Black, lançado pela Criterion Games em 2006 para PlayStation 2 e Xbox, agora roda nativamente no Windows. O responsável é um desenvolvedor da comunidade conhecido como Spark198rus, que publicou o Black PC Port, uma adaptação não oficial que dispensa emuladores e leva o jogo a resoluções de até 4K e taxas de até 120 quadros por segundo.

O ponto de partida foi a edição de Xbox, e não a de PS2. Faz sentido: o console da Microsoft usava um processador x86, a mesma família dos PCs atuais. O projeto recompila o executável XBE do jogo para que ele funcione no Windows, mantendo o código original da época em execução. Segundo o autor, isso reduz o atraso entre o comando e a resposta na tela e usa melhor o hardware moderno do que a emulação convencional faria.

Black rodando no PC com gráficos em alta resolução

O que muda em relação ao original

A campanha, o arsenal e os inimigos continuam os mesmos de 2006. O que mudou foi a parte técnica. A resolução vai de 720p a 4K, com suporte a monitores widescreen, ajuste de campo de visão e filtros de antisserrilhamento. A taxa de quadros pode ficar travada em 30 ou 60 FPS ou subir até 120 FPS.

Nos controles, o mouse e o teclado foram integrados com sensibilidade ajustável e teclas remapeáveis. Quem prefere jogar no sofá pode usar qualquer controle compatível com XInput, como o de Xbox. Há também modo tela cheia sem bordas, regulagem de brilho e gama, opções de áudio e assistência de mira. O port corrige falhas visuais, refina alguns efeitos e acrescenta reverberação ao som dos ambientes, sem mexer no estilo do jogo.

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Como rodar

Nada do jogo vem junto com o port. O jogador precisa ter o disco americano (NTSC-U) de Black para Xbox, comprado de forma legítima, e tirar dele os arquivos do jogo por conta própria. O executável modificado e as bibliotecas de apoio ficam no repositório do projeto, que também concentra as atualizações. Como é um trabalho independente, sem participação da Electronic Arts ou da Criterion, o desempenho pode variar conforme a versão baixada e o PC usado.

Essa exigência pesa para o jogador brasileiro. O Xbox original vendeu pouco por aqui, e encontrar a versão norte-americana de Black em bom estado exige garimpo em sites de importação ou no mercado de usados. Se você já tem o disco guardado, o port é a forma mais simples de rever o jogo hoje. Se não tem, a EA nunca relançou Black em lojas digitais, então não existe atalho oficial.

Por que Black ainda chama atenção

Black ficou famoso pelos tiroteios barulhentos, pelas explosões em sequência e pela quantidade de cenário que dava para destruir, algo raro em consoles daquela geração. O som das armas virou marca registrada, e o visual estava entre os mais caprichados do PS2 no fim da vida do console. A Criterion, que depois faria Burnout Paradise e trabalharia em Need for Speed, nunca lançou uma sequência.

O caso segue a trilha de outros projetos de recompilação feitos por fãs neste ano, como a versão nativa de Fable 2 para PC. O Black PC Port já está disponível gratuitamente para quem tiver os arquivos originais do jogo.



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