🔥 Entre no nosso grupo e receba as melhores ofertas de tech Entrar agora →
MelhoresTech
Voltar
inteligencia-artificial

Bill Gates defende regulação federal da IA nos EUA e diz que autorregulação não basta

Web Story
Bill Gates defende regulação federal da IA nos EUA e diz que autorregulação não basta

Bill Gates entrou de vez no debate sobre regras para a inteligência artificial. Em entrevista gravada para o Meet the Press, da NBC News, com exibição prevista para este domingo (27), o cofundador da Microsoft afirmou que as próprias empresas de IA não podem ser as únicas a decidir os limites da tecnologia e cobrou que o governo dos Estados Unidos assuma esse papel com uma regulação de alcance federal.

Nos trechos liberados antes da transmissão, Gates resumiu a posição dizendo que ninguém acredita que a autorregulação dê conta do problema. Ele defendeu mais monitoramento do setor e exigências de segurança mais duras para quem desenvolve os modelos. O tom foi mais sombrio do que o habitual para o filantropo: segundo ele, a IA já é capaz de ajudar a provocar eventos com até 1 bilhão de mortes, se cair nas mãos de gente disposta a usá-la para o mal. Na avaliação de Gates, nunca existiu uma arma tão perigosa quanto pessoas mal-intencionadas armadas com as ferramentas de IA mais novas.

Contexto: alertas em série e um vácuo em Washington

A fala chega depois de uma semana de alertas vindos de dentro da própria indústria, incluindo o de um ex-pesquisador da Anthropic, que Gates disse não ser possível ignorar. Ela também contrasta com a postura da Casa Branca: Donald Trump é crítico de qualquer lei federal que desacelere o setor, e por isso o movimento regulatório tem acontecido nos estados. A Califórnia montou um conselho de especialistas para endurecer suas regras, e Nova York e Maryland anunciaram iniciativas próprias de supervisão.

Há ainda uma camada curiosa: o próprio Gates é hoje um dos principais financiadores de projetos de IA aplicados a saúde e agricultura. Há poucos dias, a fundação dele prometeu US$ 1 bilhão para que a tecnologia reduza desigualdades. Ou seja, o alerta não vem de alguém contrário à IA, mas de quem aposta nela e quer regras claras para o jogo.

Por que isso importa para o Brasil

O Brasil discute há mais de dois anos o seu marco legal da inteligência artificial, e o que acontece nos EUA pesa diretamente nessa conversa: as big techs que atuam aqui costumam usar a ausência de regras americanas como argumento contra exigências locais. Uma voz com o peso de Gates pedindo regulação federal enfraquece a tese de que controlar a IA é travar a inovação — e tende a aparecer nos debates do Congresso brasileiro nas próximas semanas.

Foto: Comissão Europeia / Lukasz Kobus (CC BY 4.0).



Gostou deste artigo?

★ ★ ★ ★ ★
-- • -- votos

Você pode gostar também