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Arm apresenta C2-Ultra e Mali G2-Ultra NX, base dos chips de celular com foco em agentes de IA e ray tracing

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Arm apresenta C2-Ultra e Mali G2-Ultra NX, base dos chips de celular com foco em agentes de IA e ray tracing

Nesta terça-feira (8), a Arm revelou a CSS for Mobile 2, nova geração da plataforma que serve de base para os processadores de celulares topo de linha. O pacote é liderado pelos núcleos de CPU C2-Ultra e C2-Pro e pela GPU Mali G2-Ultra NX, e a mensagem da empresa é direta: o hardware foi desenhado para a chamada era dos agentes de inteligência artificial, com ray tracing e técnicas neurais de renderização como bônus para os games.

A novidade importa porque quase todo chip de celular Android nasce aqui. MediaTek, Samsung e Xiaomi licenciam os núcleos da Arm e os combinam à sua maneira, então o que a empresa apresenta hoje define o desempenho dos aparelhos do ano que vem. A Qualcomm é a exceção parcial, já que desenvolve núcleos próprios, mas continua usando a arquitetura Arm.

Slide da Arm com os ganhos do C2-Ultra: 15% em single-thread, 12% em multi-thread e 1,7x em modelos de IA

CPU: adeus à marca Lumex

Um detalhe chama a atenção: a marca Lumex, criada há apenas um ano para nomear a geração anterior, foi abandonada, e a nomenclatura voltou à letra C. Só dois núcleos foram renovados, o C2-Ultra (desempenho máximo) e o C2-Pro (alto desempenho). O C1-Premium e o C1-Nano seguem sem sucessor nesta rodada, o que abre espaço para chips que misturem gerações, como um C2-Ultra acompanhado de C1-Premium.

Nos números da Arm, o C2-Ultra fica até 15% mais rápido em single-thread que o C1-Ultra, com multi-thread 12% acima e aplicativos abrindo 12% antes. Os valores reais dependem de frequência e do processo de fabricação escolhido por cada fabricante. A configuração de referência é de dois C2-Ultra e seis C2-Pro, mas cada parceiro pode montar o arranjo que quiser.

Slide da Arm comparando o C2-Ultra ao C1-Ultra em benchmarks, apps e tarefas de IA

O foco em IA aparece nas instruções SME2, otimizadas para as operações de matriz que dominam as redes neurais. A Arm calcula ganho de até 70% da plataforma inteira nesse tipo de tarefa e de 24% só no núcleo C2-Ultra. Há também uma camada de orquestração que decide, a cada pedido, se um agente de IA roda no próprio aparelho ou na nuvem, reduzindo a latência de comandos de voz e buscas.

GPU: a primeira Mali com aceleradores neurais

A Mali G2-Ultra NX é a primeira GPU da Arm com aceleradores neurais embutidos nos núcleos de shader, daí o sufixo NX. Compartilhando cache e memória com o restante da unidade gráfica, eles habilitam três técnicas que os donos de PC gamer já conhecem de nomes como DLSS e FSR: NSS (upscaling de 540p para 1080p), NFRU (geração de quadros, de 30 para 60 fps) e NSSD (upscaling combinado com redução de ruído em ray tracing).

Diagrama da Arm mostrando o acelerador neural integrado ao núcleo de shader da Mali G2-Ultra NX

A Arm posiciona o conjunto como o caminho para jogos a 120 fps sustentados no celular, com promessa de eficiência quatro vezes maior e redução de até 70% no tráfego de memória. Mesmo sem IA, a arquitetura gráfica passou pela maior revisão em sete gerações e renderia 24% a mais em benchmarks e 14% a mais em jogos tradicionais, além de trazer a terceira geração de hardware de ray tracing, compatível com Lumen, Nanite e MegaLights da Unreal Engine.

Slide da Arm com os ganhos da Mali G2-Ultra NX em gráficos neurais e renderização tradicional

Quando isso chega ao bolso

Os primeiros chips com a nova plataforma devem ser o MediaTek Dimensity 9600, o suposto Exynos 2700 da Samsung e o XRING O3 da Xiaomi, que já traz a Mali G2-Ultra NX e estreou no Xiaomi 18 Fold e no Pad 9 Pro Max. Os celulares com essas peças começam a aparecer nas próximas semanas, o que significa que os Android de ponta de 2027 vão herdar tudo isso, e os intermediários, alguns anos depois.



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