O primeiro iPhone dobrável deixou de ser segredo na quarta-feira, mas a parte mais interessante da história veio depois do lançamento. Em conversa com o TechRadar, John Ternus, presidente-executivo da Apple, e Greg Joswiak, chefe da área de marketing, comentaram os vazamentos que antecederam o iPhone Duo — e Joswiak não resistiu a uma alfinetada na concorrência.
Segundo ele, as pessoas souberam por vazamentos que a Apple trabalhava num dispositivo dobrável, descobriram a proporção de tela e, na sequência, houve um monte de casos coincidentes de gente achando aquela proporção interessante. O executivo não citou nomes, mas a lista de suspeitos é curta: tanto a Huawei, com o Pura X Max, quanto a Samsung, com o Galaxy Z Fold 8, colocaram no mercado dobráveis de formato parecido antes do lançamento oficial do aparelho da Apple.
A ironia tem lastro técnico, mas também tem um limite. Guardar segredo sobre um celular novo é praticamente impossível no setor, porque as fabricantes dividem a mesma cadeia de fornecedores — painéis, dobradiças, chips e módulos de câmera saem das mesmas fábricas. No caso do iPhone Duo, a Apple ainda precisou trabalhar diretamente com grandes desenvolvedoras de software para adaptar aplicativos à tela maior, o que significa que muita gente fora da empresa já conhecia o formato do produto meses antes.
Nem tudo escapou, no entanto. Joswiak disse ter orgulho de a empresa ter conseguido esconder a Nano Texture, tecnologia aplicada à tela interna que reduz a visibilidade do vinco. Segundo ele, o recurso recebeu camada extra de segurança, não era discutido com ninguém e circulava internamente sob um codinome divertido que ele se recusou a repetir — sem relação aparente com o tema. Um dos vazamentos mais certeiros, aliás, foi o protótipo revelado em abril, no qual já dava para ver como as telas eram proporcionadas, onde ficavam as câmeras e como eram os botões da lateral, numa época em que o Galaxy Z Fold 8 sequer havia sido lançado.
Onde comprar:
O iPhone Duo segue o padrão da categoria: tela externa mais quadrada para o uso rápido do dia a dia e tela interna para uso intensivo. Por dentro roda o A20 Pro, chip que a Apple também colocou no iPhone 18 Pro, acompanhado de duas câmeras na traseira. Quem quiser continuar na linha tradicional encontra o iPhone 16 Pro Max por uma fração desse valor. No Brasil, os preços vão de R$ 21.999 a R$ 30.999 — patamar que coloca o aparelho numa faixa em que ele deixa de competir com outros celulares e passa a competir com a decisão de comprar um carro usado.
