A Apple anunciou nesta terça-feira (27) o MacBook Pro de 14 polegadas com chip M6, a nova versão de entrada da linha profissional. Quase tudo o que mudou está dentro do chip: são 12 núcleos de CPU e 12 de GPU, dois a mais em cada um em relação ao M5 do modelo anterior, além de duas Neural Engine de 16 núcleos. A bateria passa a durar até 24 horas pela medição da própria Apple, o maior número já prometido para um Mac.
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O que o M6 muda na prática
A Apple fala em gráficos até 30% mais rápidos que no M5 e em até 25% de ganho em tarefas de IA executadas no próprio notebook, como o processamento de prompts de modelos de linguagem. As duas Neural Engine, segundo a empresa, chegam a 1,9 vez o desempenho do M5. Nos testes divulgados pela fabricante, a compilação no Xcode e a renderização com ray tracing no Blender ficam até 1,3 vez mais rápidas que no MacBook Pro M5. Contra o MacBook Pro M1 de 13 polegadas, de 2020, a diferença no Blender sobe para 11,7 vezes.
A memória unificada parte de 16 GB, com opções de 24 GB e 32 GB, e a largura de banda chega a 170 GB/s. Para quem pretende rodar modelos de IA localmente, a quantidade de memória pesa mais que os dois núcleos extras.

Bateria, tela e portas
As 24 horas são número de laboratório: brilho alto, rede ativa e aplicativos pesados reduzem bastante essa marca no uso real. A Apple calcula até 14 horas a mais para quem vem de um MacBook com processador Intel. Com um carregador USB-C de 96 W, o notebook recupera 50% da carga em 30 minutos.
O restante segue o desenho conhecido. A tela Liquid Retina XDR de 14 polegadas atinge 1.600 nits em HDR e pode vir com acabamento em nanotextura, que reduz reflexos. Há câmera de 12 megapixels com Mesa de Visualização, seis alto-falantes, três portas Thunderbolt 4, HDMI, MagSafe 3, leitor SDXC e entrada para fone. As novidades de conexão são o Wi-Fi 7 e o Bluetooth 6, e o notebook aceita até dois monitores externos.
macOS 27 e a nova Siri
O MacBook Pro sai de fábrica com o macOS 27, que traz o visual Liquid Glass e uma Siri capaz de consultar e-mails, fotos e arquivos do próprio computador para responder perguntas. A assistente também entende o que está na tela e executa ações por comando de voz. No Safari, a IA agrupa abas por assunto, avisa sobre mudanças em páginas, como volta de estoque ou promoção, e cria extensões a partir de um prompt.
Quem tem um MacBook Pro M5 ganha pouco com a troca: até 1,3 vez nos testes da própria Apple não paga a diferença. Para quem ainda usa um modelo com M1 ou Intel, a conta fica mais favorável, principalmente pela bateria. O novo MacBook Pro sai nas cores preto espacial e prata, com chegada às lojas americanas marcada para 6 de novembro.
