O app Fotos do iPhone agora grava uma identificação escondida em imagens que passam por ferramentas de IA da Apple. A mudança veio no iOS 27.2, liberado no fim de outubro, e ninguém precisa ativar nada.
A documentação oficial da empresa diz que o selo se chama SynthID. Ele entra em edições feitas com Limpar, Expandir e Reenquadramento Espacial. Também vale para imagens geradas direto no Image Playground e no Image Wand. A marcação é gravada assim que a ferramenta é usada.
Foto real também recebe o selo
O detalhe que mais pesa é este: o selo não fica restrito a imagens inventadas pela IA. Uma foto tirada pela câmera do próprio aparelho, que depois tem um objeto apagado com o Limpar ou o enquadramento ajustado por IA, passa a carregar a marca. Ou seja, um retoque pontual já muda a classificação da imagem.
Como o selo é invisível, a foto continua com a mesma aparência. O que muda é o dado embutido nela.
O que ainda não está claro
Os dados disponíveis não explicam como o usuário comum pode checar se uma imagem tem o SynthID, nem quais apps e plataformas conseguem ler a marca. Sem isso, o selo pouco ajuda fora do ecossistema da Apple. Se redes sociais e mensageiros não souberem interpretá-lo, ele fica como um registro que ninguém consulta.
A Apple não é a única nessa linha. Outras empresas de IA têm testado marcas invisíveis em texto, como o ChatGPT na União Europeia e o Claude, que está a caminho de receber um recurso parecido. Aqui o alvo é imagem, formato que circula muito em golpes e boatos de WhatsApp no Brasil.
Minha leitura: a ideia é boa, mas o impacto real depende de alguém verificar o selo. Para quem usa o Limpar para tirar um poste do fundo da foto de viagem, nada muda na prática. Quem posta imagens retocadas como se fossem originais é que passa a deixar um rastro.
O recurso chegou com o iOS 27.2, o mesmo pacote que trouxe a Siri com IA falando português. A atualização está disponível para os iPhones compatíveis em Ajustes, Geral, Atualização de Software.
