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Apple Intelligence é aprovada na China em parceria com a Alibaba

Depois de mais de um ano de idas e vindas, a Apple parece ter finalmente destravado o problema que mais atrapalhava sua estratégia de inteligência artificial: a China. A empresa obteve aprovação da Administração do Ciberespaço da China, o órgão regulador do setor no país, para lançar o Apple Intelligence em parceria com a Alibaba, que entra com o modelo Qwen.

O caminho até aqui foi cheio de portas fechadas. A Apple tentou viabilizar a operação com modelos de Baidu, ByteDance e DeepSeek antes de fechar com a Alibaba — e o obstáculo nunca foi só técnico. A legislação chinesa impõe que serviços de IA sejam aprovados pelo regulador e bloqueiem o acesso a determinados conteúdos, o que na prática significa que a Apple não podia simplesmente ligar na China o mesmo sistema que roda no resto do mundo. Precisava de um parceiro local, com modelo homologado, disposto a operar dentro dessas regras.

Um detalhe técnico chama atenção no acordo: o Qwen teria sido reduzido de 54 GB para cerca de 4 GB para caber na proposta da Apple, permitindo funcionamento em iPhones a partir da linha 15. É uma compressão agressiva, e o tipo de decisão que costuma cobrar seu preço em qualidade de resposta — mas que resolve a limitação de rodar um modelo dentro do aparelho, sem depender de servidores. A liberação vale para iOS, iPadOS, macOS e visionOS.

A expectativa é de que o lançamento ocorra por volta de setembro de 2026, junto do iPhone 18, embora nada disso tenha data confirmada pela Apple. O peso da notícia é comercial: a China é um dos maiores mercados da empresa, e vender iPhone com IA capada num país onde as concorrentes locais anunciam recursos de IA agressivos vinha sendo um problema real de competitividade — a Huawei e a Xiaomi não têm nenhum dos entraves regulatórios que a Apple enfrentou.

Para quem está no Brasil, o efeito é indireto, mas existe. Cada acordo desse tipo mostra a Apple aceitando trocar de modelo conforme o país — Gemini em algumas frentes, Qwen na China, casa própria no resto — o que reforça que o Apple Intelligence é menos um produto único e mais uma camada que a empresa liga em cima de quem estiver disponível. É um contraste com a imagem de ecossistema fechado que a Apple costuma vender, e um sinal de que a briga por IA está obrigando até ela a terceirizar o miolo.



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