O dia mais movimentado do ano nas lojas da Apple ganhou um ingrediente inesperado na Itália. Na sexta-feira (18), enquanto o iPhone 18 Pro estreava nas prateleiras do mundo inteiro, funcionários das 17 Apple Stores do país cruzaram os braços e fizeram protestos na porta das unidades. A paralisação foi convocada por quatro sindicatos do comércio, entre eles Filcams CGIL, Fisascat CISL e Uiltucs, e alcança mais de 1.600 trabalhadores.
A escolha da data não foi coincidência. Um representante da Filcams CGIL resumiu a estratégia: para uma empresa que cuida tanto da própria imagem, o dia de lançamento é o momento certo para expor a insatisfação de quem atende o público. O ponto de concentração foi a loja de Piazza Liberty, em Milão, o famoso cubo de vidro com cascata que serve de cartão-postal da marca no país.

O que os funcionários pedem
Segundo os sindicatos, os lançamentos de produto sobrecarregam as equipes de loja, e a divisão de tarefas entre os cargos ficou cada vez mais confusa. A lista de reivindicações tem três pontos principais: contratação de novos funcionários para aliviar a demanda, efetivação de quem trabalha com contrato temporário e a possibilidade de aumentar a carga horária de quem atua em meio período.
A Apple minimizou o impacto. Em nota, um porta-voz disse que as lojas físicas e a loja online estavam abertas e que a empresa esperava receber os clientes como de costume. Não houve registro de unidade fechada por causa do movimento, e as filas de clientes seguiram normalmente do lado de dentro.

Um lançamento que já vinha tumultuado
A greve italiana se soma a um primeiro dia de vendas agitado. Como mostramos na cobertura das filas do iPhone 18 Pro, a demanda superou o esperado em vários mercados, com relatos de brigas entre clientes disputando as primeiras unidades. O modelo chega com câmera de abertura variável e uma nova cor bordô, e é o primeiro Pro a ter versão com 2 TB de armazenamento.
No Brasil, as vendas também começaram na sexta. O iPhone 18 Pro de 256 GB parte de R$ 11.999, e o topo da tabela é o iPhone 18 Pro Max de 2 TB, a R$ 21.999. Já o iPhone Duo, o primeiro dobrável da Apple, só entra em pré-venda no mês que vem.

Por que isso importa por aqui
A Apple não tem loja própria no Brasil, então uma greve como essa não chega a afetar quem compra por aqui. Mas o episódio mostra um lado pouco visível dos lançamentos de setembro: a pressão sobre as equipes de varejo, que precisam absorver o pico de demanda com o mesmo quadro de sempre. É um debate que já apareceu em outras redes de tecnologia na Europa e que tende a se repetir enquanto os lançamentos continuarem concentrados em um único dia.
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