Depois de anos anunciando uma Siri melhor e entregando adiamentos, a Apple parece finalmente pronta para transformar a assistente em produto de hardware. Apurações da Bloomberg indicam que a empresa desenvolve uma central de automação residencial com tela quadrada de aproximadamente 7 polegadas, prevista para o intervalo entre outubro de 2026 e o começo de 2027. Nada foi confirmado oficialmente — trate como informação de bastidores.
O desenho descrito tem dois formatos: uma base de mesa que lembra um HomePod mini “cortado” e uma versão magnética para fixar na parede. A interface misturaria elementos do iOS e do watchOS, com widgets e controles da casa, e a novidade mais chamativa seria o reconhecimento facial: o aparelho identificaria quem está na frente dele e ajustaria automaticamente o que aparece na tela — agenda e lembretes para um morador, controles simplificados para outro.

Não é um produto só, é um ecossistema
O hub não viria sozinho. Segundo a mesma apuração, a Apple prepara também um Apple TV 4K atualizado e uma nova geração do HomePod mini, ambos previstos para a janela entre setembro e dezembro de 2026. Faz sentido: uma assistente reformulada só justifica o investimento se estiver em vários pontos da casa ao mesmo tempo, e a base instalada de Apple TV e HomePod é o caminho mais rápido para isso.
O projeto teria começado ainda em 2024, mas acumulou atrasos por problemas de engenharia e qualidade — o mesmo tipo de tropeço que segurou a Siri baseada em IA. Também estariam no radar, mais adiante, uma versão robótica com base móvel e uma câmera de segurança para brigar com a Ring, da Amazon.
O que isso significa no Brasil
Aqui, a disputa por telas inteligentes já está madura, com Echo Show e Nest Hub vendidos há anos e a preços bem mais acessíveis do que qualquer coisa que a Apple costume lançar. O trunfo da empresa seria menos preço e mais integração: quem já tem iPhone, Apple Watch e HomeKit em casa ganha um painel central sem precisar aderir a outro ecossistema.
Vale um alerta de expectativa. Recursos de IA da Apple chegam ao Brasil e ao português com atraso — isso já aconteceu com a primeira leva do Apple Intelligence. Se a nova Siri é o coração do aparelho, a pergunta prática para o consumidor brasileiro não é “quando lança”, e sim “quando fala português direito”.
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