A corrida pela miniaturização dos chips ganhou um novo capítulo nos rumores. De acordo com um relatório da cadeia de fornecimento, o Apple A22 Pro seria o primeiro processador de iPhone fabricado no processo de 1,4 nanômetros da TSMC. O detalhe, porém, é que esse salto não acontece agora: a estreia estaria reservada para os iPhones Pro de 2028, geração que deve corresponder ao iPhone 21 Pro.
Antes disso, há uma fila bem definida de transições. Os iPhones de 2026 — o iPhone 18 Pro e companhia — devem ser os primeiros a usar a litografia de 2 nm, padrão que se repetiria nos modelos de 2027. Só então a Apple migraria para os 1,4 nm com o A22 Pro. Cada um desses números é, na prática, um nome comercial para uma geração de fabricação: quanto menor, mais transistores cabem no mesmo pedaço de silício, o que normalmente se traduz em mais desempenho e menos consumo de energia.
Um ponto curioso do relatório é a possível entrada da Intel na história. Embora a TSMC deva continuar responsável pela maior parte da produção, a Apple estaria estudando dividir parte da fabricação do A22 Pro com a fundição da Intel, que vem tentando se reposicionar como alternativa no mercado de chips avançados. Seria um movimento estratégico relevante, já que a dependência quase total da TSMC é um dos pontos sensíveis da operação da Apple.
Para o consumidor brasileiro, nada disso muda o curto prazo — estamos falando de aparelhos que só chegam ao mercado daqui a alguns anos. Ainda assim, o roteiro ajuda a entender por que cada novo iPhone promete ganhos de eficiência: a Apple planeja suas transições de litografia com anos de antecedência, reservando os processos mais modernos para a linha Pro. Como todo rumor de cadeia de suprimentos, porém, as informações não têm confirmação oficial e podem mudar conforme o calendário da TSMC evolui.