A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) removeu, em ato publicado no Diário Oficial da União do dia 6 de agosto, as restrições que até então impediam a comercialização de medicamentos pela Shopee. A mudança regulatória é consequência direta de uma lei federal sancionada em março de 2026 que ampliou oficialmente os canais digitais de distribuição de remédios no país — permitindo que farmácias e drogarias licenciadas usem marketplaces como intermediário de venda e entrega.

O que muda na prática para o consumidor é a possibilidade de encontrar remédios comuns — analgésicos, antigripais, vitaminas e similares de venda livre — dentro de um ambiente de compras que já é familiar para milhões de brasileiros. Produtos regularizados e aprovados pela agência são os únicos que podem figurar nas listagens; cosméticos e suplementos também precisam de registro prévio para serem ofertados.
As exceções são igualmente importantes de entender. Medicamentos sujeitos a controle especial — como os que exigem receita médica de retenção, psicotrópicos e antibióticos — mantêm integralmente os protocolos de dispensação presencial. A Shopee não se torna um caminho alternativo para contornar essas exigências. Além disso, qualquer vendedor que não seja uma farmácia ou drogaria com habilitação ativa da Anvisa está absolutamente proibido de listar produtos dessa categoria.
A agência deve intensificar o monitoramento da plataforma a partir de agora. As penalidades previstas para irregularidades vão desde a remoção de anúncios e o bloqueio de vendedores até a apreensão de produtos não autorizados e outras sanções previstas na legislação sanitária brasileira. Para o consumidor, o ponto mais relevante é verificar se o estabelecimento vendedor exibe o número de CNPJ e a licença sanitária antes de finalizar a compra.
Produtos de saúde e bem-estar na Shopee: