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Anthropic: IA ainda não lançada criou exploits para Chrome, Safari, Windows e Linux

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Anthropic: IA ainda não lançada criou exploits para Chrome, Safari, Windows e Linux

A Anthropic revelou que um modelo de inteligência artificial ainda fora do alcance do público encontrou vulnerabilidades no Chrome, no Safari, no Windows e no Linux e, a partir delas, montou exploits que funcionam, ou seja, códigos prontos para invadir o sistema. O relatório saiu na terça-feira (27) e é assinado pelo Frontier Red Team, o grupo interno da empresa que mede até onde chegam as capacidades de risco dos próprios modelos.

A demonstração mais direta envolve um Mac com Chrome. Bastou carregar uma página web para a calculadora do sistema abrir sozinha, sem nenhum clique do usuário. Abrir a calculadora é a prova clássica, entre pesquisadores de segurança, de que o atacante conseguiu rodar código próprio na máquina da vítima. Segundo a Anthropic, tudo foi feito em laboratório, a partir de comandos iniciais dados ao modelo, e não há registro de ataques reais usando essas falhas.

O que chamou a atenção do setor foi o encadeamento. Juntar várias brechas pequenas até chegar ao controle do sistema costuma ser trabalho de equipes muito especializadas, que levam semanas nisso. Só que a empresa não disse qual modelo fez o trabalho nem descreveu as etapas, então não dá para saber quanto houve de intervenção humana nos bastidores. Até que esses detalhes apareçam, o resultado deve ser lido como uma demonstração feita e narrada pela própria fabricante.

As quatro plataformas já receberam correção

No Chrome, o modelo usou quatro falhas em sequência para executar comandos fora do sandbox, a área isolada onde o navegador roda as páginas. O Google fechou as brechas no Chrome 156, liberado em 20 de outubro, e creditou os pesquisadores da Anthropic pelo nome. A equipe de segurança da empresa disse ter recebido relatórios de pesquisadores que usam IA e agido para proteger a plataforma antes de qualquer exploração maliciosa.

No Safari, a falha deixava um site mal-intencionado driblar as políticas de segurança do navegador e ler dados de outras páginas abertas pelo usuário. A Apple corrigiu o problema no fim de junho e também registrou os nomes dos pesquisadores em seus boletins de segurança.

No Windows e no Linux, o alvo foi a pilha de rede. As brechas permitiam derrubar servidores ou obter acesso root remoto, que é o controle total da máquina. As correções saíram ao longo do ano; no kernel Linux, uma delas está catalogada como CVE-2026-98432.

O que fazer agora

Como tudo já foi corrigido, o risco depende de quem ainda não atualizou. No Chrome, o navegador mais usado no Brasil, a versão precisa ser a 156 ou mais recente; dá para conferir em Configurações, na opção Sobre o Google Chrome. Quem usa Mac e manteve o sistema em dia desde junho já tem a correção do Safari. Administradores de servidores Linux devem checar se o kernel em produção inclui o patch da CVE citada.

Junto com o relatório, a Anthropic defendeu que o acesso a modelos com esse nível de capacidade cibernética seja controlado e voltado a quem faz defesa. A empresa ampliou seu programa de verificação de segurança para que equipes de empresas e órgãos de governo usem versões avançadas da tecnologia na auditoria de código, e não informou quando o modelo usado nos testes chegará ao público.



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