O Android 17 roda hoje em cerca de 1% dos celulares Android ativos. O número saiu de um levantamento de distribuição de versões divulgado no fim de outubro, quase cinco meses depois de o Google liberar o sistema, em junho.
Para dar escala: o Android 11, de 2020, ainda aparece em 10,5% dos aparelhos. O Android 12 está em 9,6% e o Android 13, em 11,8%. Um sistema de seis anos atrás tem dez vezes mais presença que a versão atual.
Quem lidera a base
A versão mais usada é o Android 16, com 25,4% dos aparelhos. Em dezembro de 2025 ela estava em 7,5%. Esse é o ritmo típico do ecossistema: uma versão nova leva mais de um ano para chegar a um quarto dos celulares. Em seguida vêm o Android 14, com 15,3%, e o Android 15, com 14,7%. Somadas, as três versões lançadas entre 2023 e 2025 cobrem 55,4% da base ativa.
Por que demora tanto
No iPhone, a Apple escreve o sistema e libera a atualização para todos os modelos compatíveis no mesmo dia. No Android, o Google entrega o código e cada fabricante adapta, testa e distribui no próprio ritmo, muitas vezes modelo a modelo e país a país. A Samsung, por exemplo, solta as atualizações de forma escalonada, com cronograma que varia conforme o aparelho e a região.
O Google passou a última década tirando partes do sistema da mão das fabricantes. O Google Play Services recebe melhorias sem depender de uma atualização completa, e vários componentes modulares do Android são atualizados pela Play Store. A empresa também mudou o fluxo de desenvolvimento e fechou acordos com as marcas para acelerar os updates. Por isso um celular com Android 14 recebe hoje correções e funções que, anos atrás, só viriam com uma versão nova do sistema.
Suporte longo, entrega lenta
As promessas de suporte cresceram bastante. O Google garante sete anos de atualizações de sistema e segurança para os Pixel recentes, e a Samsung promete o mesmo prazo para os Galaxy S mais novos incluídos na política. Alguns lançamentos de ponta da Xiaomi chegam a seis anos. Só que o prazo de suporte diz quantas versões o aparelho vai receber, e não quando cada uma chega.
Na prática, o 1% do Android 17 diz pouco sobre a segurança do seu celular, já que boa parte das correções viaja pela Play Store. Diz bastante sobre recursos: quem comprou um intermediário este ano provavelmente vai esperar meses pelas funções anunciadas em junho. Se a versão nova importa para você, olhe o histórico de atualização da marca antes do número de anos prometido.
A Motorola já publicou a lista oficial de modelos que vão receber o Android 17. Samsung e Xiaomi seguem liberando a versão aos poucos, começando pelos topos de linha.
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