A Anatel autorizou nesta sexta-feira (9) a Starlink a usar novas faixas de frequência no Brasil. O pedido passou no Conselho Diretor por quatro votos a um. A mudança prepara a rede para os satélites Starlink V3, a geração seguinte da constelação da SpaceX, para os quais a empresa promete mais de 1 Tbps de capacidade de envio de dados para a Terra cada um.
O que a agência não mexeu também conta. O limite segue em 11.908 satélites autorizados a atender o país, e a licença continua vencendo em março de 2027, sem prorrogação nesta decisão. Ou seja, a Starlink ganha mais espectro para usar com a frota que já pode ter, mas não ganha mais satélites nem mais prazo.
Na prática, as faixas novas dividem o tráfego em duas partes. Uma serve só para a comunicação entre os satélites e as antenas instaladas na casa do cliente. A outra cuida do tráfego pesado entre os satélites e os gateways, as estações em terra que ligam a rede à internet. Durante a consulta pública, operadoras de celular reclamaram do risco de interferência nas redes móveis. A área técnica da Anatel concluiu que as regras atuais já limitam a convivência entre os sistemas, e a Starlink se compromete a não causar interferência.
Falta um passo: a empresa precisa pagar R$ 102.677 para formalizar a alteração. Em paralelo, a Anatel já tinha estendido até 2029 os testes da Vivo com a Starlink para levar sinal de satélite direto ao celular. Para quem usa ou pensa em contratar o serviço, como o kit Starlink Mini, a mudança não tem efeito imediato: o ganho de velocidade depende de os satélites V3 entrarem em operação.
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