A AMD entregou um dos melhores trimestres de sua história e deixou claro que a febre da inteligência artificial deixou de ser exclusividade da Nvidia. A fabricante reportou receita de US$ 11,54 bilhões, um crescimento de 50% na comparação anual, com lucro operacional de US$ 2 bilhões e lucro por ação de US$ 1,38 — número acima do que os analistas de Wall Street esperavam.
O motor por trás desse salto tem nome e sobrenome: data center. A divisão voltada a servidores disparou 107% e já representa mais da metade de todo o faturamento da empresa, impulsionada pela venda de GPUs e processadores para cargas de IA. Foi nesse segmento que a AMD lançou a plataforma Helios AI, com clientes de peso como Meta, OpenAI e Oracle, ao lado da consolidada linha de chips Epyc. A CEO Lisa Su foi ousada nas projeções e afirmou esperar dobrar as vendas de data center em 2027.

Nem tudo, porém, foi comemoração. O segmento de jogos e consumo somou US$ 3,8 bilhões, mas a receita específica de games caiu 31%, enquanto os chips embarcados avançaram 19%. E, mesmo com o balanço forte, a ação da AMD recuou 8% logo após o anúncio — reflexo do receio dos investidores de que esse ritmo acelerado seja difícil de sustentar. Ainda assim, no acumulado do ano, os papéis já subiram impressionantes 132%.
Para o consumidor brasileiro, o recado é indireto, mas relevante: a AMD nunca esteve tão robusta financeiramente, o que costuma se traduzir em mais investimento em pesquisa e em produtos competitivos. Quem monta PC por aqui continua encontrando bom custo-benefício nos processadores Ryzen e nas placas de vídeo Radeon, que seguem entre as opções mais populares para jogos e trabalho.
Onde comprar: