A Amazon trocou o nome do Kindle Unlimited. Desde quinta-feira (22), a assinatura de livros digitais da empresa se chama Kindle+, e a mudança vale também para o Brasil. Por aqui, porém, só o rótulo muda. O preço segue em R$ 24,90 por mês, e o catálogo continua formado por e-books, quadrinhos, mangás e revistas.
A novidade de verdade ficou nos Estados Unidos. Lá, o Kindle+ passou a incluir milhares de audiolivros sem custo extra para quem já assina. Parte desses títulos tem narração humana. Outra parte usa vozes sintéticas criadas por inteligência artificial. A Amazon não deu prazo para levar os audiolivros a outros países.
Autores independentes e voz sintética
A expansão também mexe com o Kindle Direct Publishing, o KDP, ferramenta da Amazon para quem publica por conta própria. A empresa ampliou as opções para que esses autores coloquem versões em áudio dos seus livros na plataforma. Narração por IA barateia a produção de um audiolivro, que normalmente exige estúdio e um narrador profissional. Isso ajuda a explicar como a Amazon consegue engordar o catálogo de áudio tão depressa.
O que muda para quem já assina
Nada precisa ser feito. A assinatura antiga migra sozinha para o novo nome, e tudo o que estava guardado na conta permanece onde estava, do progresso em cada obra às notas e destaques feitos durante a leitura. Não há recontratação nem cobrança diferente.
As regras de uso no Brasil seguem iguais. O Kindle+ funciona como empréstimo de biblioteca: dá para pegar até 20 títulos ao mesmo tempo, sem data de devolução. Quando o limite enche, é preciso devolver um livro para liberar espaço. Se a assinatura for cancelada, o acesso aos títulos emprestados acaba junto com o período pago.
O serviço é cobrado à parte do Amazon Prime. Pagar o Prime não dá direito ao Kindle+, e a assinatura precisa ser contratada separadamente.
Também não é preciso ter um leitor da marca. O aplicativo Kindle roda em celular, tablet e computador e abre os mesmos livros. Ainda assim, quem lê várias horas por semana sente a diferença da tela de tinta eletrônica de um Kindle Paperwhite, que cansa menos a vista do que uma tela de celular. Se você só lê de vez em quando, o app resolve.
Onde comprar:
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