🔥 Entre no nosso grupo e receba as melhores ofertas de tech Entrar agora →
MelhoresTech
Voltar
inteligencia-artificial

Alibaba proíbe funcionários de usar o Claude após acusação da Anthropic

A guerra da inteligência artificial entre gigantes americanas e chinesas ganhou um capítulo curioso — e revelador. A Alibaba, uma das maiores empresas de tecnologia da China, proibiu seus funcionários de usar o Claude Code, a ferramenta de programação assistida por IA da Anthropic. No lugar dele, os empregados devem recorrer ao Qoder, solução de codificação desenvolvida pela própria Alibaba. À primeira vista parece uma simples troca de ferramenta corporativa, mas o contexto por trás da decisão é bem mais denso.

A restrição veio poucos dias depois de a Anthropic acusar formalmente a Alibaba de usar cerca de 25 mil contas fraudulentas para “roubar” capacidades do Claude por meio de uma técnica conhecida como destilação. Nela, um modelo de IA é treinado a partir das respostas de outro modelo já maduro, atalhando uma das etapas mais difíceis e caras do desenvolvimento. Em vez de ensinar a máquina do zero, você a alimenta com o “conhecimento” pronto de um concorrente.

Logo da Anthropic, criadora do Claude

Os números apresentados pela Anthropic impressionam. A empresa afirma que a Alibaba teria coletado dados a partir de 28,8 milhões de interações com o Claude entre 22 de abril e 5 de junho — episódio que a companhia americana classificou como “o maior ataque de destilação de dados conhecido pela Anthropic até o momento”, executado de forma “descarada” e “ilícita”. São acusações graves, que colocam em xeque a maneira como parte da indústria chinesa vem acelerando seus modelos.

É justamente nesse ponto que a proibição interna fica interessante. A Alibaba está concentrada em melhorar as habilidades de programação do seu modelo Qwen, e vetar o Claude entre os funcionários pode ser tanto uma medida para evitar novos flancos jurídicos quanto um gesto que, ironicamente, reforça as suspeitas sobre suas práticas. Para complicar, o Congresso dos Estados Unidos também passou a acompanhar de perto as ações da empresa após a denúncia. Para o público brasileiro, que consome cada vez mais ferramentas de IA das duas potências, o episódio serve de lembrete de que a disputa por trás dos modelos que usamos no dia a dia é tudo, menos amistosa.



Gostou deste artigo?

-- -- votos

Você pode gostar também