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Alibaba e DeepSeek lançam novas IAs abertas e mais baratas que desafiam os EUA

A disputa global pela liderança em inteligência artificial ganhou mais um capítulo com dois anúncios vindos da China no mesmo dia. A Alibaba revelou o Qwen3.8-Max, descrito pela companhia como o modelo mais capaz que já produziu, enquanto a DeepSeek atualizou seu V4-Flash e reforçou a estratégia que a tornou conhecida: entregar desempenho competitivo por uma fração do custo das concorrentes americanas.

O Qwen3.8-Max é construído sobre uma arquitetura de 2,4 trilhões de parâmetros, mas ativa apenas cerca de 95 bilhões deles a cada consulta — um desenho que busca equilibrar poder bruto e eficiência computacional. Na prática, a Alibaba promete um modelo que reproduz softwares a partir de simples capturas de tela, cria jogos interativos e animações, converte objetos 2D em 3D e gera texto, áudio e vídeo. Ele chega à plataforma Model Studio, da Alibaba Cloud, ao novo aplicativo de produtividade QwenWork, ainda em beta, e a repositórios abertos como o Hugging Face nos próximos dias. É a primeira vez que a marca coloca um modelo de ponta com pesos abertos ao alcance de qualquer desenvolvedor.

Comparativo de desempenho entre modelos de IA no índice da Artificial Analysis

Do lado da DeepSeek, o trunfo é econômico. A versão 0731 do V4-Flash foi classificada pela consultoria Artificial Analysis como uma das opções mais baratas do mercado, a US$ 0,14 por milhão de tokens de entrada e US$ 0,28 por milhão de tokens de saída. É justamente esse tipo de precificação agressiva, somado à distribuição em código aberto, que vem pressionando os preços cobrados por empresas como OpenAI, Google e Anthropic ao redor do mundo.

Para quem acompanha o setor no Brasil, o movimento importa por um motivo direto: modelos abertos e baratos reduzem a barreira de entrada. Startups, pesquisadores e empresas que não podem depender só de APIs caras passam a ter alternativas que rodam com custo menor — e, no caso dos pesos abertos, até localmente, sem enviar dados para servidores de terceiros. A tendência dos últimos meses é clara: a China deixou de ser vista apenas como quem copia e passou a ditar parte do ritmo de preços e de abertura da corrida da IA.



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