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Águia Branca confirma ataque hacker: dados de 7.883 clientes que compraram passagem pelo site podem ter vazado

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Águia Branca confirma ataque hacker: dados de 7.883 clientes que compraram passagem pelo site podem ter vazado

A Viação Águia Branca, uma das maiores empresas de ônibus rodoviários do país, confirmou que seus sites de venda de passagens foram alvo de um ataque cibernético. O incidente foi identificado em 6 de setembro e, de acordo com a companhia, expôs potencialmente os dados de 7.883 clientes que compraram bilhetes pelas páginas oficiais.

O que a empresa diz

Em nota, a viação afirma que o problema foi contido no mesmo dia, “com imediata atuação e resolução”, e que o alcance foi limitado: o aplicativo e o serviço Zap Passagens não foram atingidos, e nem as passagens já emitidas nem os dados de viagens sofreram alteração. Na prática, quem tem bilhete comprado não precisa fazer nada para embarcar.

A Águia Branca não informou quais campos foram expostos (nome, CPF, e-mail, telefone ou dados de pagamento) nem apontou a origem do ataque. As pessoas afetadas foram avisadas individualmente, e a empresa criou um canal exclusivo para tirar dúvidas. O caso foi comunicado à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), como exige a Lei Geral de Proteção de Dados quando há risco relevante aos titulares.

Página inicial do site da Águia Branca, um dos canais de venda atingidos pelo incidente

Contexto

Com sede no Espírito Santo, a Águia Branca opera linhas entre o Sudeste, o Nordeste e o Centro-Oeste e faz parte do Grupo Águia Branca, que também atua em logística e concessionárias. A venda online representa parcela crescente dos bilhetes, e o setor de transporte rodoviário vem sendo alvo frequente de invasões por concentrar dados pessoais e de pagamento de milhões de viajantes.

O comunicado chega em uma semana movimentada para a segurança digital no Brasil: nos últimos dias, o Ministro da Defesa teve o WhatsApp clonado em golpe e um serviço de capturas de tela expôs dados de milhões de contas. Vazamentos assim costumam alimentar uma segunda onda de fraudes, com criminosos usando nome, telefone e histórico de compras para dar credibilidade a mensagens falsas.

O que fazer se você foi avisado

  • Troque a senha da conta no site da viação e, se usava a mesma em outros serviços, troque lá também;
  • Desconfie de e-mails, SMS ou ligações em nome da Águia Branca pedindo confirmação de dados, pagamento de taxa ou clique em links: a empresa diz que o contato oficial é feito pelo canal exclusivo criado para o caso;
  • Ative a verificação em duas etapas nos serviços que oferecem;
  • Se recebeu cobrança estranha no cartão usado na compra, acione o banco.

Vale lembrar que o cliente afetado tem direito, pela LGPD, a saber quais dados foram expostos e o que a empresa está fazendo a respeito. Se a resposta não vier, a reclamação pode ser registrada na própria ANPD.



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