A NVIDIA segue costurando parcerias para sustentar o lançamento do RTX Spark, e a mais recente delas envolve um peso-pesado da criação de conteúdo: a Adobe. A desenvolvedora confirmou que vai otimizar Premiere, Photoshop e Substance 3D para extrair o máximo do novo superchip, com atenção especial às ferramentas de inteligência artificial generativa que se tornaram centrais nos seus aplicativos.
Na prática, recursos como o Preenchimento Generativo e a Expansão Generativa do Photoshop devem ganhar um empurrão considerável. De acordo com a NVIDIA, essas funções rodam “até duas vezes mais rápido” quando processadas diretamente no RTX Spark, em vez de depender de servidores na nuvem. Já o Premiere foi citado por receber uma pipeline de vídeo construída sobre a memória unificada do chip, o que tende a aliviar gargalos em projetos pesados, com várias camadas, efeitos e timelines longas.
O RTX Spark é a aposta da NVIDIA para levar potência de estação de trabalho a máquinas mais compactas. O superchip combina arquitetura Arm com a parte gráfica da NVIDIA em um único componente, reunindo até 20 núcleos de processamento e mais de 6 mil núcleos CUDA baseados na microarquitetura Blackwell. A proposta é clara: rodar tarefas de IA, renderização 3D e edição de vídeo de forma local, rápida e sem o custo recorrente de processar tudo em nuvem.
Para o criador de conteúdo brasileiro, o anúncio é mais uma peça de um quebra-cabeça que ainda vai demorar a se completar por aqui. Há mais de 40 aparelhos com RTX Spark em desenvolvimento por nomes como Microsoft, Dell e Asus, mas o lançamento está previsto apenas para o segundo semestre de 2026, sem preços confirmados. A boa notícia é que, quando esses equipamentos chegarem, programas que o profissional já usa todos os dias estarão prontos para aproveitar o hardware desde o primeiro dia — e isso costuma ser tão importante quanto o chip em si.
Para o seu fluxo de criação de conteúdo: