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Adata confirma alta de até 40% nos preços de memória RAM e SSD

O sonho de montar ou fazer upgrade de um PC mais barato está prestes a ficar mais distante. A Adata, uma das maiores fabricantes de módulos de memória e SSDs do mundo, veio a público confirmar o que entusiastas de hardware já temiam há meses: os preços de memória RAM e de armazenamento vão dar um salto expressivo ao longo de 2026. E não se trata de um ajuste tímido.

De acordo com o presidente da companhia, Chen Li-bai, os contratos de memória DRAM — o tipo usado nos pentes de RAM — devem encarecer entre 20% e 30% já no terceiro trimestre do ano. A situação é ainda mais dramática para os chips NAND, matéria-prima de SSDs, cartões de memória e do armazenamento interno de celulares: a projeção é de alta entre 35% e 40%. Na prática, quem planejava comprar um kit de RAM DDR5 ou um SSD NVMe de 1 TB nos próximos meses provavelmente vai pagar bem mais caro do que pagaria hoje.

Módulos de memória RAM da linha XPG, marca gamer da Adata

O motivo por trás da disparada tem nome e sobrenome: inteligência artificial. Com a corrida bilionária para construir data centers capazes de treinar e rodar modelos de IA, gigantes como Samsung e SK Hynix passaram a priorizar a produção de memória de alta performance para servidores, que oferece margens muito maiores. A Micron, inclusive, já anunciou que vai abandonar a fabricação de memória voltada ao consumidor final. O resultado é uma capacidade de produção cada vez menor sobrando para PCs, notebooks e smartphones — e, em um mercado regido por oferta e demanda, menos oferta significa preço mais alto.

Para o consumidor brasileiro, o alerta é duplo. Além da alta global, qualquer aumento nos componentes chega ao país amplificado pela variação do dólar e pelos impostos de importação. Componentes que já pesam no orçamento de quem monta um desktop tendem a ficar ainda mais salgados, e o efeito cascata pode alcançar também os preços finais de notebooks, consoles e celulares nos próximos meses. Se você já pensava em reforçar a RAM ou trocar o SSD da máquina, a recomendação prática é clara: antecipar a compra agora pode sair mais barato do que esperar. A Adata projeta que o cenário de escassez se arraste por 2027, com alívio só a partir de 2028.



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